A questão das autonomias especiais, conforme aceita no texto escrito do projeto de lei Calderoli, não representa um perigo para as províncias autônomas de Trento e Bolzano: "Temos a ambição de ser um modelo de referência, graças aos nossos estatutos especiais e à nossa história, mas também graças à responsabilidade que fomos capazes de assumir em tantos anos de gestão da Autonomia", enfatizou o presidente da Província Autônoma de Trento, Maurizio Fugatti, durante o diálogo com o Ministro das Relações com o Parlamento, Luca Ciriani, e com o presidente da Província Autônoma de Bolzano, Arno Kompatscher, que aconteceu na manhã de hoje na Sala Depero do palácio na Piazza Dante, durante o Festival de Economia de Trento. A reunião foi moderada por Barbara Fiammeri, jornalista do Il Sole 24 Ore e especialista em questões governamentais e legislativas.
Kompatscher, por sua vez, lembrou o longo e difícil caminho que a implementação da autonomia sul-tirolesa percorreu, tanto que a emissão da quitação pela Áustria ocorreu 20 anos após a aprovação do Segundo Estatuto, e houve fases alternadas no reconhecimento de competências. "Vemos com bons olhos a autonomia diferenciada: se for bem administrada, a autonomia não beneficia apenas o território em questão, mas é favorável ao sistema do país. Quanto mais vocês nos deixarem fazer, mais poderemos contribuir", disse novamente o presidente da Província Autônoma de Bolzano.
Data de publicação: 27/05/2023