Há decepção, é claro, mas acima de tudo há descrença. À força de procurar por um problema atrás do outro, não se percebe que o mundo real é outro e que os cidadãos, dia após dia, sentença após sentença, estão perdendo a fé nas instituições". Foi o que disse o presidente da Província Autônoma de Trento, Maurizio Fugatti, ao ouvir a notícia do novo fim da ordem para matar dois lobos pertencentes à matilha que vem causando sérios danos há meses, após repetidos ataques a uma fazenda nas montanhas de Ala.
É difícil tentar entender as razões desse e de outros pronunciamentos do judiciário. O aspecto técnico-jurídico pouco importa para nossa comunidade, que está seriamente preocupada com o crescimento exponencial de grandes carnívoros em um território pequeno como o nosso", acrescenta Fugatti, lembrando também as posições tomadas por vários prefeitos. "Acredito que perdemos nosso senso de medida e a ordem de prioridades, colocando a ideologia e o animalismo impulsivo acima do valor da vida humana e dos esforços de homens e mulheres que tentam preservar as montanhas há séculos, tentando viver lá."
"É isso que devemos defender: o direito de viver em nossa terra", conclui Fugatti, "e não as posições intransigentes daqueles que pensam, erroneamente, que essa é minha cruzada pessoal". Mas aqueles que administraram e administram o Trentino em vários níveis já sabem disso".
Data de publicação: 11/08/2023